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Cantoplastia: Para Que Serve e Como É Feita

ago 06,2026
8+
Ilustração mostrando um calázio, nódulo formado por bloqueio de glândula na pálpebra.

A cantoplastia é a cirurgia que reposiciona e reforça o canto lateral do olho — o ponto onde a pálpebra superior e a inferior se encontram. Costuma ser um procedimento de apoio, associado a outras cirurgias palpebrais, mas também pode ser indicada isoladamente.

O que é o canto lateral e por que ele importa

O canto lateral do olho é sustentado por uma estrutura chamada tendão cantal lateral, que ancora a pálpebra inferior ao rebordo ósseo da órbita. Esse tendão é o que mantém a pálpebra justa contra o globo ocular, na tensão e na posição corretas. Quando ele se afrouxa — pelo envelhecimento, trauma ou cirurgias prévias — a pálpebra inferior perde sustentação, o que pode gerar desde desconforto até malposições mais visíveis, como ectrópio ou entrópio.

Cantoplastia x cantopexia: qual a diferença

Os dois termos são frequentemente confundidos:

  • Cantopexia: reposiciona o tendão cantal sem desinseri-lo do osso — é uma técnica mais conservadora, indicada para frouxidão leve a moderada, com recuperação mais rápida.
  • Cantoplastia: o tendão é desinserido e reancorado numa nova posição — indicada quando a frouxidão é mais significativa e a cantopexia isolada não seria suficiente para sustentar o resultado.

A escolha entre as duas depende do grau de frouxidão avaliado no exame, e não de preferência estética isolada.

Principais indicações

  • Correção de ectrópio e entrópio com componente de frouxidão horizontal
  • Suporte associado à blefaroplastia inferior, prevenindo tração da pálpebra após a remoção de pele/gordura
  • Alteração da posição ou formato do canto lateral por trauma ou cirurgia prévia
  • Objetivo estético de mudar sutilmente o formato do olho, quando a anatomia permite
  • Lagoftalmo paralítico (dificuldade de fechar o olho completamente), como suporte adicional

Como é avaliada a frouxidão antes da cirurgia

Um teste clínico simples ajuda a estimar o grau: a pálpebra inferior é puxada para baixo e solta — se o retorno à posição normal demora mais de 1 a 2 segundos, ou só acontece após o paciente piscar, há frouxidão significativa. Esse achado, combinado ao exame da posição do canto lateral, orienta a escolha entre cantopexia e cantoplastia.

Como é feita a cirurgia

Feita com anestesia local, através de uma pequena incisão no canto externo do olho. Na cantoplastia, o tendão é desinserido, reposicionado e fixado com sutura no rebordo orbitário, numa altura e tensão calculadas para o resultado funcional e estético desejado. Frequentemente é realizada em conjunto com outras cirurgias palpebrais na mesma sessão.

Recuperação

Primeiros dias: inchaço e equimose no canto do olho são esperados.
Primeira semana: evitar esforço físico e atrito na região operada.
Resultado final: avaliado nas primeiras semanas, com estabilização completa após algumas semanas de cicatrização.

Perguntas frequentes

Cantoplastia muda o formato dos olhos de forma permanente?
Pode gerar uma mudança sutil e duradoura no formato do canto lateral, mas o objetivo principal é funcional — sustentar a pálpebra corretamente. Mudanças puramente estéticas do formato do olho são discutidas caso a caso na consulta.

Cantoplastia sempre é feita junto com outra cirurgia?
Não necessariamente. É comum como suporte à blefaroplastia inferior ou à correção de ectrópio/entrópio, mas também pode ser indicada isoladamente quando a frouxidão do canto lateral é o problema principal.

Qual a diferença prática entre fazer cantopexia e cantoplastia?
A cantopexia é mais conservadora e rápida, indicada pra frouxidão leve. A cantoplastia envolve desinserir e reancorar o tendão, reservada pra frouxidão mais significativa — a escolha depende do grau avaliado no exame, não de preferência.

A cicatriz fica visível?
A incisão é planejada no canto externo do olho, numa linha que tende a ficar bem discreta após a cicatrização.

Quando considerar o procedimento

  • Sensação de que a pálpebra inferior está “solta” ou afastada do olho
  • Indicação associada a outra cirurgia palpebral já planejada
  • Alteração no formato ou posição do canto lateral após trauma
  • Avaliação de ectrópio ou entrópio com componente de frouxidão

Sobre a especialista

Este conteúdo foi escrito pela Dra. Marina Conti (CRM-SP 168967, RQE 84764), oftalmologista com Residência em Oftalmologia e Fellowship em Plástica Ocular, Vias Lacrimais e Órbita pela UNIFESP – Escola Paulista de Medicina. Atende em oculoplástica na Clínica La Vue, nos Jardins, São Paulo.

Saiba mais sobre a cantoplastia com a Dra. Marina Conti.

Fontes e leitura adicional

Sobre Autor

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Meu nome é Marina Conti, sou médica oftalmologista especializada em Plástica Ocular, Vias Lacrimais e Órbita.

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