
O entrópio é a condição em que a pálpebra se vira para dentro, fazendo com que os cílios e a pele roçem diretamente na córnea e na conjuntiva — causando irritação constante e risco de lesão ocular se não tratado.
A causa mais comum é o envelhecimento (entrópio senil), quando os tecidos e ligamentos que sustentam a pálpebra perdem tônus e ela vira para dentro. Também pode ocorrer por cicatrizes internas na pálpebra (entrópio cicatricial), espasmos musculares (entrópio espástico) ou, mais raramente, ser congênito. Diferente da triquíase — em que só os cílios crescem na direção errada — no entrópio é a pálpebra inteira que muda de posição.
Em casos leves, lubrificantes oculares e fita adesiva podem aliviar temporariamente os sintomas, mas não corrigem a causa. O tratamento definitivo é cirúrgico: a técnica reposiciona a pálpebra e reforça os tecidos de sustentação, variando conforme a causa (tensionamento horizontal, correção de cicatriz ou do espasmo muscular). É realizada com anestesia local e sedação, dura cerca de 1 hora, com alta no mesmo dia.
Quanto mais cedo o diagnóstico, menor o risco de lesão permanente na córnea.
A Dra. Marina Conti é especialista em oculoplástica, formada e com fellowship pela UNIFESP, com experiência no tratamento cirúrgico do entrópio e na proteção da saúde da córnea.
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